Parece inacreditável, mas o Brasil tem um área que pode ser chamada de Taiti. O Atol das Rocas fica a 20 horas de barco do Rio Grande do Norte e é protegido por uma mulher chamada Maurizélia de Brito Silva, ou simplesmente, ‘Zélia’. Ela deu uma entrevista ao blog ‘Histórias do Mar’ do UOL, sobre o trabalho que realiza nessa belíssima do Atlântico Sul área há mais de 26 anos.

“Mexeu no Atol, mexeu comigo. Tenho autorização para usar arma, mas não uso. Prefiro conversar com os infratores. Mas falo grosso”, explica Zélia na entrevista ao blog. Ela é considerada a ‘Xerife do Mar’ azul do Atol das Rocas.


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“A Zelinha é uma verdadeira mãe do atol, ela cuida deste nosso tão lindo pedaço da natureza como se ele fosse o filho dela! Enquanto na verdade nós somos os filhos da natureza!”

A relação de Zélia com esse pedaço perdido no oceano começou quando ela tinha 26 anos, levada pelo pai, então funcionário do Instituto Brasileiro do Desenvolvimento Florestal (IBDF). Hoje, aos 53 anos, chefe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, ela revela que já sofreu ameaças por pescadores para defender o recife circular de 270 quilômetros, onde há um lago.

“Eu morria de medo, porque, se tomasse um tiro ali, no meio do mar, ninguém jamais ficaria sabendo. Mas não afinava nem desistia. Fingia coragem e ia para cima. O atol sempre foi a minha vida”, diz.

A vigilância é feita constantemente, seja utilizando imagens de satélite ou com visitas a área para acompanhar o desenvolvimento da biodiversidade. Um trabalho quase sempre solitário e que exige muita dedicação. Graças a Xerife Zélia, o atol é uma das áreas mais bem protegidas do Brasil. Esse pedacinho do oceano é um criadouro natural de peixes para a região.

Leia a entrevista completa.