Você provavelmente já comeu cação. Talvez tenha servido para seus filhos, acreditando ser uma proteína saudável, barata e sem espinhas. O que o rótulo do supermercado não te contou — e o que a indústria pesqueira internacional luta para esconder — é que aquele filé branco no seu prato não é apenas um animal em extinção. Ele é a peça fundamental de uma engrenagem criminosa global.
O Brasil não é apenas um consumidor de carne de tubarão. Nós nos tornamos o maior importador do mundo. E o motivo não é porque nossa culinária exige isso, mas porque aceitamos ser o “lixão” onde as potências pesqueiras despejam o que sobra de sua caça predatória às barbatanas.
A "Lavagem" do Finning: Entenda o Golpe
Para entender por que o cação é tão barato no Brasil, você precisa entender o conceito de Finning (a prática de cortar as barbatanas do tubarão e jogar o corpo, ainda vivo, de volta ao mar para sangrar até a morte).
Ao comprar cação, você não está apenas comendo tubarão. Você está subsidiando a logística que permite que o massacre global dos oceanos continue operando dentro da lei.
Colonialismo Gastronômico: A Nova Venda de Lixo Tóxico
Durante décadas, países ricos pagaram para despejar lixo hospitalar, resíduos eletrônicos e lama tóxica em países em desenvolvimento. A lógica é simples: “Tire o problema do meu quintal e jogue no quintal dos pobres”.
Com o tubarão, a lógica é a mesma, mas com um agravante macabro:
Nós estamos comendo o lixo deles.
Países como a Espanha, Portugal e nações asiáticas ficam com o lucro astronômico das barbatanas e a “fama” de estarem regulamentando suas pescas. Para o Brasil, enviam as carcaças de Tubarão-azul (Prionace glauca) e Anequim (Isurus oxyrinchus), espécies cujas populações colapsaram em 90% ou mais em várias regiões.
Nós estamos importando a extinção alheia. Estamos pagando para limpar a cena do crime ambiental cometido em águas internacionais.
O Crime Sanitário: Veneno no Prato do Pobre
Se a questão ambiental não for suficiente para te fazer largar o garfo, a questão de saúde pública deveria ser. E se não acredita em mim, leia o que a Fiocruz fala neste artigo aqui.
O metilmercúrio é uma neurotoxina potente. Ele atravessa a barreira placentária. Quando uma gestante come cação, muitas vezes recomendado por médicos desinformados como uma “carne leve”, ela está enviando doses de mercúrio diretamente para o cérebro em formação do feto. É a doença de Minamata.
É um crime sanitário disfarçado de comércio exterior. Estamos intoxicando nossa própria população para garantir o lucro de frotas estrangeiras.
E isso sem falar em cocaína encontrada na carne de cação… Não sabia? Leia mais aqui neste post.
A Realidade Brutal: Não Existe "Colheita Sustentável"
A indústria vai tentar te convencer de que, já que o tubarão foi morto, “é melhor aproveitar a carne do que jogar fora”. Isso é uma falácia perigosa. E uma das espécies que mais está sendo colocada em risco de extinção é o Tubarão Azul.
👉 Apoie a causa e financie a proteção dos oceanos em d4s.eco.br.