Pescar e soltar o peixe. Essa modalidade, considerada como uma prática sustentável, está sendo questionada por uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. O estudo, publicado na The Journal of Experimental Biology, aponta que a atividade causa impacto ambiental, principalmente para espécies como truta e o salmão.

Os pesquisadores constataram que os anzóis deixam ferimentos na boca dos peixes e que isso compromete o sistema de alimentação por sucção de muitas espécies. Esse método é usado para a alimentação dos animais, no qual ele expande o orifício, criando uma pressão negativa para sugar a presa.

Embora ainda não saibamos se esta redução no desempenho alimentar afeta a condição física e a capacidade de sobrevivência do animal na natureza, podemos afirmar que as lesões causadas pela pesca com anzol, afeta a capacidade do peixe se alimentar enquanto a sua boca se recupera. Esse estudo enfatiza que a captura, remoção do anzol e a devolução do peixe, simplesmente não fica tudo bem com o animal”, explica Tim Highman um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Adepto do veganismo e cofundador da Divers for Sharks, Paulo Guilherme Pinguim é totalmente contra a morte ou sofrimento dos animais, mesmo quando isso acontece por pouco tempo e sem danos permanentes, como é alegado pelos praticantes da atividade. Ele sugere uma alternativa.

Assim como a ‘caça esportiva’ com arco e flecha foi substituída pelo uso de alvos; a caça ao pato foi substituída pelo tiro ao disco; a caça na mata substituída pelos alvos móveis, a pesca também pode fazer parte de competições, com o uso de alvos onde a linha deve ser arremessada ou com avaliações pela maior distância, etc. Assim substituirmos a atividade por um esporte, sem causar danos aos animais marinhos”, explica o cofundador da D4S.

Para Pinguim esta atividade contribui para a extinção de determinadas espécies, para a depredação do meio ambiente e para o sofrimento animal.

Já passou a hora de ter fim”, finaliza.