O óleo que vem contaminando o litoral nordestino pode ser da PDVSA. É o que afirma uma matéria da Revista Época, que teve acesso à um laudo sigiloso enviado pela Petrobras ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Até então, não havia indícios que mostrassem qual era a origem do material, apesar do órgão ter informado que a origem da substância era a mesma e que se tratava de petróleo cru.

O balanço atualizado pelo Ibama no último domingo mostra que o óleo foi detectado em 109 praias, localizadas em 54 cidades de oito estados. Desde de setembro, a mancha vem sendo notadas no litoral nordestino, causando mortes de tartarugas ou aves. A Praia dos Coqueiros, em Sergipe; as Praias de Ponta Negra, Pipa e Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte; Boa Viagem, Carneiros e Porto de Galinhas, em Pernambuco; Tambaba, na Paraíba; e Praias do Gunga e do Francês, em Alagoas são alguns pontos em que o material foi recolhido.

Caso seja confirmado a origem do petróleo ainda faltam explicações para este vazamento, uma vez que a PDVSA opera no Mar do Caribe. Não sabe quais são as causas e nem quem foram os responsáveis pelo desastre. A Marinha e os Bombeiros do Distrito Federal trabalham para solucionar o caso. Para ajudar os animais, um centro de tratamento de animais atingidos foi montado no Rio Grande do Norte.

Esse deve ser um dos maiores desastres registrados na região. A substância, além de matar os animais, pode trazer danos para a saúde humana. O óleo contamina as algas e outros microrganismos, que são alimentos de peixes, aves, mamíferos, tartarugas. Os animais maiores se alimentam dos menores, podendo causar uma contaminação em toda cadeia trófica – que é o sistema de alimentação em um ecossistema formado por todos os seres vivos.