A ação humana é a principal ameaça a vida marinha, principalmente porque nosso desenvolvimento é, sobretudo, predatório. As redes fantasmas são mais um efeito negativo da atuação da indústria pesqueira nos oceanos e que, junto com o ‘finning‘, ajudam a matar tubarões, peixes e diversos animais. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), há cerca de 640 mil toneladas de equipamentos de pesca abandonados nos mares do mundo, constituindo 10% dos detritos plásticos.

Os responsáveis quase sempre por esse cenários são os navios de pesca ilegal, não reportados e sem registro. Eles são responsáveis por milhões de toneladas de animais pescados, mortos e abandonados por ano, por falta de valor comercial. Estes dados não fazem parte das estatísticas internacionais. Quando ameaçados de fiscalização ou em momentos de manutenção, os pescadores ilegais simplesmente abandonam suas redes e outros materiais, chamados de petrechos de pesca.

Todas essas redes viram armadilhas nos oceanos, como aconteceu no Caribe recentemente. Um equipamento abandonado e que estava vagando pelo oceano ‘fisgou’ centenas de tubarões e peixes, todos já encontrados em decomposição. A descoberta aconteceu graças ao mergulhador britânico Dominick Martin-Mayes, nos arredores das Ilhas Cayman. Um biólogo ouvido pelo jornal The Sun acredita que o artefato tenha viajado por centena de quilômetros, levado pelas correntes marítimas.

 

 

Diante do cenário a organização Healthy Seas vem trabalhando para retirar as redes fantasmas dos oceanos. Todos equipamentos de pesca retirados dos mares são transformados em tapetes, roupas de praia, casacos, meias, entre outros. Todos esses produtos são vendidos no site da instituição.

 

 

Nesse vídeo veja como funciona o procedimento de ‘caça’ às redes fantasmas, liderado por Pierre-Yves Cousteau, filho do Jacques Cousteau.

 

 

As redes de pesca são feitas de materiais derivados do petróleo, assim como os plásticos. Outro composto que também é um dos vilões dos mares, como explicamos neste texto.