Uma batalha naval em prol do meio ambiente aconteceu em Florianópolis nesta quinta (13) e sexta-feira (14).  Em jogo estava a liberação da caça às baleias, uma atividade proibida no mundo inteiro há 32 anos, mas que foi discutida na capital catarinense por lobby de países como Japão e Islândia.
Para você ter uma ideia, caso a caça fosse aprovada, o país asiático propunha uma comissão de ‘caça sustentável’ e uma cota para que os países praticassem esta violência contra às baleias.  Apesar do Japão há muitos anos ignorar a moratória e pescar baleias para fins ‘científicos’, o que é uma grande mentira. A Divers for Sharks é radicalmente contra esta ideia, independente do fim.
“Com a Declaração de Florianópolis, que foi aprovada ontem, as prioridades da comissão foram reorientadas, o foco total é na preservação. Nos últimos anos, o trabalho da comissão foi muito refém dessa proposta de retomar a caça. Agora, teremos mais espaço para trabalhar temas como conservação, poluição e estudar o papel das baleias no ecossistema marinho”, explicou José Truda Palazzo, do Instituto Baleia Jubarte e co-fundador da Divers for Sharks, ao G1.https://www.youtube.com/watch?v=tJ5DQfDlI_M

No total foram 41 países contra a proposição sobre a caça às baleias. Mas houve  27 votos a favor, de países como Japão e Islândia. Apesar da vitória na questão da pesca das baleias, fomos derrotados na proposta de criação de um santuário de Baleias do Atlântico Sul. A área destinada seria composta pelas águas do oceano Atlântico, abaixo da linha do Equador, entre as costas da África e da América do Sul, com 20 milhões de quilômetros quadrados que abrigam 51 espécies de cetáceos.

Apesar desta derrota, o Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, garante que o Brasil continuará lutando para que a proposta seja aceita e tenhamos um santuário para a proteção de baleias. Você pode ajudar isso a acontecer, assinando esta petição online.