A política, ou melhor, a politicagem é um dos maiores problemas quando falamos de questões importantes no Brasil como o Meio Ambiente. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se tornou o mais novo cenário desta prática nefasta, com nomeação de Cairo Tavares, 31 anos, para a presidência. Essa indicação é contra tudo que a Divers For Sharks acredita ser o melhor para o desenvolvimento das políticas ambientais que tanto precisamos para o país, sobretudo nas áreas marítimas.

“Em seus 12 anos de história, o ICMBio tem sido o esteio da bem-sucedida política de áreas protegidas do Brasil. (…) Jamais, nesses 12 anos, a presidência do Instituto foi ocupada por pessoas estranhas à agenda da conservação. Seria trágico se isso acontecesse agora”, escreveram ex-ministros que já ocuparam a pasta do Meio Ambiente. Essa indignação não é por acaso, uma vez que a carta é assinada por pessoas de diferentes partidos políticos.

Para que você entenda a gravidade da questão, Cairo Tavares não tem qualquer histórico de militância em questões ambientais, ‘ganhando’ o cargo por pertencer ao PROS, partido da base aliada do atual governo. Ele teria sido indicado por Eurípedes Junior, investigado pela Lava-Jato por recebimento de propina. Obviamente, sua condução a presidência de uma instituição tão importante para o Brasil é fruto de um apadrinhamento político e de um governo em estado terminal, visto que estamos próximo de novas eleições.

A Divers for Sharks se junta aos ex-ministros e aos servidores do ICMBio – que no último fim de semana fizeram uma paralisação em Brasília – repudiando a indicação de Cairo Tavares e toda a politicagem que vem permeado as instituições federais, sobretudo a área ambiental. A sobreposição de interesses nada republicanos impede que o Brasil consolide políticas públicas não só para o Meio Ambiente, mas em diversas áreas que são essenciais para o progresso do nosso país.