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PDF – Shark Alert Report

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Especialistas estimam que 30% das espécies de tubarões podem desaparecer por causa da sua utilização na alimentação

Paul de Gelder, mergulhador da Marinha australiana que perdeu a mão e a barriga da perna direitas no ano passado no porto de Sydney, foi um dos mutilados presentes numa reunião realizada na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque para alertar para a extinção de várias espécies de tubarões. Apesar de terem sido atacadas por tubarões, essas pessoas estão empenhadas na luta pela sua sobrevivência. Sobreviventes dos ataques de tubarões, estimam que o medo que originam é exagerado.
“Estamos a provocar a extinção da população de tubarões apenas por uma tijela de sopa”, referiu Paul de Gelder.

Todos os anos, 73 milhões de tubarões são mortos por causa das suas barbatanas, cozinhadas em sopas que são muito consumidas na Ásia. Por esse motivo, algumas espécies estão em vias de extinção, como é o caso do grande tubarão branco.
De acordo com os cientistas, o desaparecimento dos tubarões, que estão no topo da cadeia alimentar, desestabilizará todo o ecossistema marinho.
Quando um predador desaparece, as aves marinhas reproduzem-se e disputam os alimentos com os atuns e outras espécies que também estão ameaçadas de extinção.
Na reunião de Nova Iorque, promovida pelo Pew Environment Group (PEG), concluiu-se que 30% das espécies de tubarões estão ameaçados de extinção. “As ramificações são vastas no ecossistemma marinho”, salientou Matt Rand, do PEG.
O PEG luta pelo estabelecimento de quotas de pesca dos tubarões a nível internacional para evitar a sua extinção.

Fonte: DN Ciência

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Combate ao comércio de barbatanas na América Central

Prática deve ser penalizada em países banhados pelo Mar do Caribe.
Medidas servem para preservar animais marinhos.
Barbatanas de tubarão são vistas em comércio da cidade de Hong Kong, na China. América Central quer pesca de tubarão. (Foto: Aaron Tam/AFP)
Países que integram a Organização de Pesca e Aquicultura da América Central (Ospesca) divulgou que tomarão medidas para combater a pesca de tubarões e a retirada das barbatanas, com a finalidade de proteger as espécies e evitar o comércio ilegal.
Ações preventivas serão realizadas nos 5.750 km de costa, que compreende o Mar do Caribe e o Oceano Pacífico, indicou a instituição da qual fazem parte países como Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Panamá e República Dominicana.

Segundo Mario Gonzalez, diretor da Ospesca, a primeira atitude para coibir a prática foi a proibição do corte da barbatana. Na última semana, Colômbia e Costa Rica concordaram em perseguir e punir aqueles que praticam este método. Ele explicou ainda que o foco será proteger a espécie da prática ilegal. O quilo da barbatana chega a custar U$ 200 no mercado internacional.

Fonte: Globo Natureza