Situação Atual

Atualmente, existem cerca de 500 espécies viventes descritas, adaptadas aos mais diversos nichos ecológicos, sendo encontradas nos mares desde os trópicos até os pólos, assim como em ambientes de água doce. São os predadores de topo de cadeia alimentar dos ecossistemas marinhos e essenciais para manter o equilíbrio.

Assim como no resto do mundo, os tubarões também estão desaparecendo de forma acelerada nas águas brasileiras, causando danos graves aos nossos ambientes marinhos e, inclusive, já ameaçando a própria pesca e empobrecendo o mergulho recreativo. Isso já traz reflexos econômicos diretos nas muitas comunidades costeiras que têm nesta atividade uma importante fonte de renda através de uma atividade não-predatória.

As restrições à pesca dos tubarões no Brasil são praticamente inexistentes, além de não haver áreas protegidas para tubarões onde sua pesca seja efetivamente proibida.

Existe um comércio internacional bilionário e clandestino de barbatanas de tubarão no Brasil, onde a matança criminosa é generalizada, o que se comprova pelas recentes e múltiplas apreensões de milhares de barbatanas de tubarão que seriam contrabandeadas para a Ásia e que correspondem a centenas de milhares destes animais mutilados.

Por isso, é preciso que se cumpra a Resolução 121-N do Ibama, que obriga as empresas ao preenchimento dos relatórios de captura. Assim como colocar em execução a Instrução Normativa N° 5 do Ministério do Meio Ambiente e o Plano de ação

Empresas que beneficiam barbatanas compram e comercializam sem cobrar esse procedimento e origem legal e também devem ser responsabilizadas. Apesar de inúmeros exemplos teóricos e práticos demonstrados ao longo dos anos e de ameaças de desequilíbrios em diversas cadeias alimentares marinhas, estes animais vêm sendo pescados em quantidades alarmantes.